quinta-feira, março 01, 2007

O Segundo Dia...

Acordamos cedo e resolvemos passear pela cidade enquanto decidíamos o que faríamos pelos próximos dias. No saguão do hotel, encontrei Santiago ,o recepcionista, e pedi que ele me mostrasse no meu mapa onde estávamos. Ele disse que não era possível ver o hotel naquele mapa, e deu uma explicação que não entendemos. Achei um mapa da cidade na parede e pedi para que ele me mostrasse então naquele la. Também nao era possível. Pedi então que ao menos me desse um cartão do hotel. Não havia. Para solucionar o problema Santiago sugeriu que como hotel ficava numa esquina, ele escreveria num papel o nome das duas ruas que se cruzavam. Aceitamos, e perguntamos como faríamos para ir a rodoviária. Santiago que era muito solícito se ofereceu para nos acompanhar. Deixamos nossas malas no depósito e seguimos com Santiago de ônibus local.






A Rodoviária era super barulhenta e velha. Logo compreendi porque a minha amiga Vesna, dizia que a Bolívia era um país muito autêntico, e impressionante. Na Rodoviária começamos a perceber que as pessoas ainda usavam roupas tradicionais, coloridas, as mulheres usavam tranças etc. Nao como no Peru, que parece mais ser coisa para turista ver. Na Bolívia, as roupas são tradicionais e velhas. Dá uma impressão de estar vendo um quadro do mexicano Rivera. Para os olhos de antropóloga é beleza sem limites.


Também na rodoviária percebi que o roteiro por mim traçado antes de chegar à Bolívia seria dificílimo. Meio na dúvida do que fazer resolvemos ir para La Paz e de lá decidir melhor. La Paz sendo a capital teria mais onibus, e mais opções de trajetos.




Depois da primeira calamitosa noite percebemos que fazer economia na Bolívia , onde tudo já é super barato talvez nao fosse ideal. A viagem para La Paz era longa, entao nao hesitei eu queria um onibus com banheiro e de preferência leito. Depois de uma breve pesquisa como os locais, e com Santiago, chegamos a companhia Copacabana. Fiz todas as perguntas possíveis para vendedora e ela me garantiu que aquele era o onibus que eu procurava. Compramos as nossas passagens, o ônibus sairia às 5 pm, e o pré-embarque recomendou ela, era às 4:30. Fiquei impressionada com a eficiência, e disse que estaríamos lá no tal horário. Perguntamos a que horas ônibus chegaria em La Paz, e ela respondeu que chegaria as 9 da manhã.

Como ainda era cedo resolvemos visitar a cidade. Fomos a praca principal de Santa Cruz que é muito bonita e limpa. Sho logo reparou que nao havia mendigos em lugar nenhum. Passamos por mercado de 'artesania¨ e enquanto o sho foi cortar o cabelo eu fiquei passeando por volta da praça central. Observando as pessoas, reparando que havia muitos policiais, olhando a arquitetura, enfim vendo como era Santa Cruz.

Com nossas passagens marcadas para 5 horas da tarde e o embarque marcado para as 4:30, a 1 resolvemos ir nos direcionando para o hotel e no caminho procurar um restaurante. Andamos por horas a fio todos os bolivianos davam informações distintas, e para lados diferentes. Numa certa altura, resolvemos ir direto para o hotel. Procurei as tais ruas no meu mapa, e encontrei uma só. Imaginei que a outra fosse pequena e uma vez que o mapa era o do Lonely Planet, não devia ser muito detalhado. Encontrei a primeira rua, e sem saber para que lado ir perguntei, cada pessoa mandava andar para um lado. Demos inumeras voltas em círculo, acabamos andando a rua INTEIRA e não encontrando o hotel. A tal esquina nao existia! Procuramos então a segunda rua, mais uma vez , a procura foi longa, muitas voltas em círculo, e quando a encontramos andamos a rua inteira mais uma vez e não vimos o hotel. Eu já estava querendo tomar um taxi, quando finalmente encontramos o hotel, de fato numa esquina mas em nenhuma das ruas escritas no papel!


Cheguei no hotel suando, fazia muito sol, um calorão, estava exaurida com toda a nossa busca. Pedi ao recepcionista se apesar de eu ter ja feito o check out, se seria possível tomar um banho. Ele explicou que no quarto não, mas que eu podia ir ao banheiro dos funcionários se não me importasse. Naturalmente nao me importei e dei graças a deus. Como chegamos no hotel tarde, Sho resolveu comer por la mesmo, quando sai do banho e vi a comida nao tive a mesma coragem. Sho bem mais corajoso tomou a limonada local, e quando eu demonstrei meu choque, me explicou que ele tinha perguntado se a agua tinha sido fervida :) A Boliviana naturalmente disse que sim. Comprei umas bananas e mexiricas, e acabei tomando um taxi para ir ao um restaurante indicado na biblia ( lonely planet).


Chegamos a rodoviaria exatamente 4:25 So nos eh claro. o onibus mesmo chegou as 5:30 e partimos um pouco depois das 6.

Um comentário:

Duda disse...

Cara, a Bolivia tem dessas coisas mesmo... eh exatamente esperar o inesperado!! lembrei muito da minha viagem lendo a sua. isso pq voce ainda nao falou nas estradas, nos motoristas malucos, nos onibus que quebram.. estou ansioso pela continuacao!