sexta-feira, dezembro 14, 2007

Salar do Uyuni- parte I



Uma das coisas mais fascinantes que eu vi na Bolívia foi o salar do Uyuni. Na verdade foi toda a viagem de 3 dias pelo sul da Bolívia beirando a fronteira do deserto do Atacama no Chile. A viagem de ônibus para chegar lá não foi fácil, mas comparada à viagem Santa Cruz- La Paz aqui relatada e à viagem Cuzco- La Paz que eu ainda relatarei, foi um paraíso.

Necessário dizer que eu entrei no ônibus para o Uyuni no mesmo dia em que cheguei de Cuzco e que eu tinha ido direto de Aguas Calientes à Cuzco 2 dias antes. Enfim, fazia uns três dias que eu viajava sem parar! Viajamos a noite toda, num ônibus moderno e confortável, mas por estradas de pedregulhos por muitas e muitas horas. Chegamos muito cedo em Uyuni, e todas as agências que fazem o tour pelo deserto estavam fechadas. Depois de já ter passado um bom tempo na Bolívia, eu sabia que era melhor escolher o melhor tour, com a melhor operadora, pois os imprevistos também aconteceriam mas seriam menos problemáticos.

Como era um domingo, nem todas agencias abriram,e eu acabei deixando todo meu plano de lado e entrando na que abriu primeiro. Escolhi um tour de 3 dias como haviam sugerido todos os viajantes que eu tinha encontrado pelo caminho. Por sorte acabei ficando num carro com apenas quatro pessoas e o motorista. Uma australiana que seguiria para o Equador, um casal de ingleses que estava terminando uma viagem pelo mundo, e eu. E mais uma vez eu era a única que podia me comunicar com o motorista, e mais uma vez fiquei encarregada de traduzir todas as perguntas e pedidos.

Mal começou a viagem, e o carro quebrou. Todos já estávamos na Bolivia havia um certo tempo então não nos surpreendemos. O motorista saiu, tentou arrumar o carro, e eventualmente estávamos de volta ao nosso passeio. O carro quebrou outras vezes, mas a viagem foi fascinante. Primeiro entramos na parte seca do salar, onde havia inúmeros montes de sal por todas as partes. Depois descemos para tirar fotos e almoçar num hotel feito de sal. Continuamos nossa jornada até uma parte do salar ainda mais dura. Paramos o carro no meio daquele deserto de sal e ficamos um tempão admirando aquela paisagem surreal.



Continuamos nossa viagem até chegarmos numa ilha de cactus (qual o plural? cacti?) gigantes. Pagamos alguns bolivianos e fomos passear pela ilha. E realmente era incrível, aquela ilha no meio do sal. E foi aí que eu já comecei a sentir falta de um geólogo que pudesse me explicar o que eu veria pela frente. Sem poder entender, eu ficava apenas encantada com aquele cenário desconcertante.




Continuamos a nossa viagem agora pelo salar molhado, e para mim, nesse primeiro dia, foi um dos momentos mais fascinantes. Dirigíamos em cima do salar, que refletia tudo. O céu estava um pouco nublado e a paisagem ia mudando o tempo, parecia um lago, parecia o ceu, não se via o horizonte, nem onde a terra acabava, nem onde o céu começava. Me senti dentro de um quadro impressionista. Ficamos boquiabertos naquele lugar ..tamanha era a beleza que nos rodeava.




Chegamos eventualmente para dormir num hotel no meio da viagem. Mortos de fome, ansiosos pela sopa boliviana, comemos, conversamos um pouco, e fomos dormir num clima já mais frio! Nada comparado ao dia seguinte, quando chegaríamos a quase 5 mil metros e a temperatura despencaria.

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá Julieta!
Achei o seu blog nas minhas pesquisas na net. Vou mochilar na bolívia e peru agora em junho. Já até tenho o meu roteiro, mas tô pegando todas as dicas possíveis! Você tem o seu roteiro digitado? Passou quantos dias? Pode me enviar informações? sarasatnnad@yahoo.com.br

Beijos, Sara.

Julia disse...

Ola, achei seu blog no google, e to precisando de uma informação: quando voce foi ao Salar, foi direto de Cuzco?? quanto tempo essa viagem? quais as opções e preços? E tem como fazer essa viagem direto? vou mandar meu e-mail e POR FAVOR quando tiver um tempo entra em contato julinhasg@hotmail.com
muito obrigada, um abraço